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There are theoretical concepts that, due to their strength and versatility, take the risk of becoming victims of their own success. Mikhail Bakhtin’s “chronotope” is undoubtedly one of these concepts. Often reduced to a mere classificatory label or a scholarly synonym for “setting”, sometimes loses its original power to reveal how reality is assimilated by art. The book you hold in your hands was born precisely from the need to rediscover that potency. This work is not merely another contribution to the vast Bakhtinian critical scholarship; it aims to be a rigorous exegesis that seeks to reintegrate what has been fragmented. By articulating Bakhtin’s two seminal texts on the subject – The Forms of Time and Chronotope and The Novel of Education – we seek to offer a unified vision, demonstrating that the chronotope is not simply technical device but the “architectonics of meaning”, a category of content-form in which time thickens and space pulsates with the movement of history.
Autor(es): Ozíris Borges Filho
Há conceitos teóricos que, por sua força e versatilidade, correm o risco de se tornarem vítimas do próprio sucesso. O “cronotopo” de Mikhail Bakhtin é, sem dúvida, um deles. Frequentemente reduzido a uma etiqueta classificatória ou a um sinônimo erudito para “cenário”, o conceito por vezes perde a sua potência original de desvelar como a realidade é assimilada pela arte. Este livro nasce precisamente da necessidade de resgatar essa potência. Esta obra não é apenas mais uma incursão na vasta fortuna crítica bakhtiniana; mas pretende uma exegese rigorosa que busca reintegrar o que foi fragmentado. Ao articular os dois textos seminais de Bakhtin sobre o tema — As formas do tempo e do cronotopo e O romance de educação —, procuramos oferecer uma visão unificada, demonstrando que o cronotopo não é um mero dispositivo técnico, mas a “arquitetônica do sentido”, uma categoria de conteúdo-forma em que o tempo se adensa e o espaço pulsa com o movimento da história.
Autor(es): Ozíris Borges Filho
O presente trabalho tem por objetivo analisar o conto de Luiz Cruz de Oliveira publicado, pela primeira vez, em 1970. Ao que se sabe, o conto foi publicado pela segunda vez na antologia organizada pelo autor e que se chama Trilhas. Essa obra se encontra referenciada ao final do trabalho.
Autor(es): Ozíris Borges Filho
Para o desenvolvimento deste trabalho serão abordadas duas teorias do espaço. A primeira, apresentada por Borges Filho sobre a Topoanálise, que consiste na análise dos espaços apresentados e percorridos pelas personagens e como os referidos espaços podem estar ligados a uma determinada ação da personagem, antecipar e até mesmo revelar algo na diegese. O espaço desempenha funções fundamentais na narrativa. Tudo que estiver contido na trama consiste em espaço e tem uma razão de ali estar da forma como é disposto no conto.
Autor(es): Borges Filho, Ozíris; José Amaral, Lásaro
No presente artigo, procura-se analisar comparativamente a tradução feita pelo diretor André Klotzel da obra Memórias póstumas de Brás Cubas, escrita por Machado de Assis. Nesta análise comparatista e intersemiótica, utiliza-se, principalmente, a metodologia proposta por Brito (2006) e Vanoye & Goliot-Léte (2012).
Autor(es): Ozíris Borges Filho
O escopo deste trabalho é analisar a obra Formação da Literatura Brasileira – momentos decisivos, considerada por muitos a obra prima de Antonio Candido. No entanto, nossa análise é bem específica. Queremos entender qual o conceito de espaço, enquanto categoria da literatura, que se encontra na construção dessa obra caso esse conceito apareça. Ou seja, investigaremos a presença ou não do conceito de espaço nessa obra e como ele é utilizado pelo ilustre crítico brasileiro.
Autor(es): Ozíris Borges Filho
RESUMO: Neste artigo, analisamos a proposta bakhtiniana a respeito do cronotopo, levantando algumas hipóteses para o estudo desse conceito à luz da Teoria Literária contemporânea. Analisamos também alguns autores, principalmente nacionais, que fizeram uma resenha a respeito desse mesmo conceito em Bakhtin. PALAVRAS-CHAVE: Bakhtin; espaço; tempo; cronotopo.
Autor(es): Ozíris Borges Filho
Resumo: Este trabalho objetiva analisar o conto Verde lagarto amarelo de Lygia Fagundes Telles. Para tanto, utilizamos a metodologia da Topoanálise bem como teorias a respeito da identidade e da memória. Pela análise realizada, observamos que o espaço e a memória neste conto estão imbricados, reforçando-se mutuamente e homologando os temas presentes dentro da narrativa. Palavras-chave: Espaço; Identidade; Memória.
Autor(es): Ozíris Borges Filho & Luciana Moura Colucci de Camargo